BABOSA-DE-BOTICA

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BABOSA-DE-BOTICA (Aloe barbadensis var. vulgaris) – Asphodelaceae

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Descrição

É uma espécie semi-herbácea, suculenta originária da África e cultivada principalmente nos Estados Unidos visando a obtenção de fitomedicamentos e nutracêuticos.

 Principais componentes bioativos: Gel (transparente): mucilagem polissacarídica, mananos, glicomanos, acemano, ácidos urônicos, hexurônico, peteroilglutâmico, glicurônico, gamolênico, enzimas – carboxipeptidase, peroxidades, lipase, alinase, amilase, oxidase, carbopeptidase e superóxido dismutases; penta-hidroxiflavonas, germânio, selênio, lectinas, naftoquinonas, esteróis, b-sitosterol, triterpenóides, taninos, lactato de magnésio, aloeferon, vitaminas E e C, galactose, xilose, saponinas, pentosana, manose-6-fosfato, galactose, manose, arabinose e aloerídeo. A polpa contém oxalato de cálcio.
  • Látex (amarelo): antraquinonas, aloe-emodina, aloquinodina, barbaloína, aloetina, aloína, antranol, ácido aloético, cinâmico, pícrico, crisofânico, aloínico e hidroxi-cinâmico, éster de ácido cinâmico, aloinose, aloenina, aloinosídeos e casantranol. O azebre – que é a massa amorfa escura resultante da secagem do látex das folhas – contém 40 a 80% de resina e 20 a 30% de aloína.
  • Casca verde das folhas: glioxalases, enzimas oxidase e catalase, b-caroteno, fenóis e enxofre.
  • Os princípios ativos aumentam com a idade da planta.

Composição nutricional:

As folhas contêm 96% de água, em média, enquanto que o gel pode conter até 99,5% de água. O gel da babosa produzida no Hawaii contém 30% de mucilagem, 25,5% de açúcares (glicose e manose) e 22,3% de óleo e resina de aloína bruta, além de proteínas e fibras. A folha contém 215mEq/dL de potássio, 235mEq/dL de cálcio, 14mEq/dL de fósforo, 19mEq/dL de sódio, 10mEq/dL de cloro, magnésio, traços de cobre, manganês, ferro e zinco, 13mg/dL de glicose, 0,2mg/dL de proteínas, 3,6mg/dL de ácido salicílico, 11mg/dL de colesterol, 374mg/dL de triglicerídeos, 0,5mg/dL de ácido úrico, 37ppm de lisina, 31ppm de treonina, 30ppm de triptofano, 20ppm de leucina, 14ppm de isoleucina, 14ppm de fenilalanina, 14ppm de metionina, 14 ppm de valina, 52 ppm de ácido glutâmico, 45 ppm de serina, 43 ppm de ácido aspártico, 28ppm de glicina e alanina, 14ppm de prolina, arginina e tirosina, 18ppm de histidina, b-caroteno, ácido fólico, colina, hidroxiprolina, vitaminas B1, B2, B3, B6, C, E. O conteúdo de proteínas solúveis decresce do topo para as folhas.

Principais atividades farmacológicas:

O gel da babosa apresenta atividades antitumoral, anti-radicais livres, gastroprotetora, antiulcerativa dérmica, antiinflamatória, antiartrítica, regeneradora dérmica, hepatoprotetora, clareadora dérmica, hipoglicêmica, hipocolesterolêmica, hipolipemiante, antitrombótica, espermicida e redutora do efeito de cafeína, cocaína, etanol, ferro, mentol, iodo, timol e taninos. É utilizado também no tratamento clínico da asma bronquial, fibromialgia, síndrome de fadiga crônica, estomatite aftosa, osteíte alveolar, Lichen planus, Osteoma cutis e Psoriase vulgaris.

O látex (rico em antraquionas) é hipotensor, antialcoolismo, cicatrizante, antiviral (vírus Herpes simplex tipo 1, vírus da varicela-zoster, vírus pseudo-rábico e vírus do resfriado), nematicida e antimicrobiano (Staphylococcus aureus, Staphylococcus pyogenes, Salmonella typhy, Salmonella paratyphy, Streptococcus pyogens, Streptococcus agalactiae, Serratia marcescens, Escherichia coli, Trichomonas vaginalis, Pseudomonas aeruginosa, Streptococcus fecalis, Bacillus subtilis, Enterobacter cloacae, Klebsiella pneumoneae, Citrobacter sp., Candida albicans, Pseudomonas aeruginosa, Shigella paradysenteriae, Mycobacterium tuberculosis, Corynebacterium xerosis, Aspergillus niger, Cladosporium herbarum e Fusarium moniliforme).

Toxicologia

A fração da babosa com maior toxidez é o látex amarelo que escorre da folha quando esta é cortada. Este látex é contra-indicado internamente para crianças, mulheres grávidas, lactantes e catamênicas (metrorragia), indivíduos com hemorróida, pacientes portadores de apendicite, enterocolites, colite ulcerosa, Mal de Crohn, portadores de varizes, afecções renais, prostatite, disenteria e cistite. O uso interno prolongado reduz a sensibilidade do intestino, necessitando doses gradativamente mais altas do produto. Doses elevadas podem causar cólicas abdominais, diarréia, náuseas, vômitos, transtornos no ritmo cardíaco, câimbras musculares, hiperaldosterismo, debilidade, hipotermia, pulso lento, glomerulonefrite aguda, albuminúria e hematúria. O uso crônico do látex como laxante pode resultar em câncer de cólon. A dose máxima recomendada para a resina (pó amarelo) é de 1,5 g, sendo que 8g/dia pode causar a morte. O uso interno da babosa não deve estender-se por mais de 8 a 10 dias. Um possível antídoto para a intoxicação aguda consiste em administrar ao paciente 10 g de carvão ativado combinado com 0,5 g de sulfato de sódio, podendo-se juntar ainda frutas ou chás ricos em tanino.

O gel pode causar irritação na pele, devida provavelmente aos cristais em forma de agulha encontrados no gel. O uso do gel de babosa em formulações utilizadas para dermo-abrasão e peeling químico pode resultar em sensação de queimaduras e dermatites.

Outros usos:

  • A essência das folhas é utilizada na fabricação de licores, aperitivos, tônicos digestivos e cerveja amarga.
  • A resina extraída das folhas é utilizada como matéria corante para tingir seda, algodão e lã.
  • A essência da planta era usada para embalsamar múmias.
  • O óleo das sementes e das raízes é utilizado como flavorizante em bebidas alcoólicas (bitters, licores e vermutes), bebidas não alcoólicas, pudins, gelatinas e bombons, em níveis médios de até 0,01%, podendo chegar a 0,2% quando se trata do extrato da semente utilizado em bebidas alcoólicas.
  • A polpa, macerada ao açúcar ou mel, constitui-se alimento de certos povos asiáticos.
  • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha, esteira e tecidos grosseiros.
  • O suco da planta é inseticida e larvicida. Existem relatos de pessoas que utilizam o suco da planta para combater pulgas.
  • A planta é utilizada na ornamentação de jardins.

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