Conhecida popularmente como barba-falcão-oriental, verdura-do-inverno, crepe-do-japão, a espécie é utilizada na medicina popular para o tratamento de doenças inflamatórias, como angina, leucorréia, mastite, conjuntivite e artrite reumatóide. Também utilizada no tratamento de resfriados, dores de garganta, febre, contusões e entorses.

As folhas, pecíolos e flores são consumidas como saladas na linha PANC, mas podem se consumidas em sopas, sucos verdes, bolinhos, tortas e refogados. O sabor das folhas cruas lembra alface e almeirão.

A pesquisa farmacológica tem demonstrado que os extratos da planta e/ou os seus fitoquímicos apresentam potente atividade antiviral contra o vírus sincicial respiratório (RSV).

A luteolina-7-O-glucosídeo juntamente com os dois ácidos dicafeoilquínicos encontrados na planta apresentam atividade antibacteriana contra os agentes causais de doenças de origem alimentar (Vibrio cholerae e Vibrio parahaemolyticus). O Bacillus cereus mostrou-se sensível aos ácidos dicafeoilquínicos.

O infuso da parte aérea da planta inibe a proliferação celular e o crescimento de linhas celulares de leucemia promielocítica humana (HL-60), leucemia mielóide humana (K-562 crônica) e Sarcoma 180 de camundongo (S-180), sem demonstrar efeito citotóxico às células Vero de mamíferos normais.

O extrato etanólico exibiu atividade antiviral contra o vírus sincicial respiratório.

A grosheimina, isolada da planta, apresenta ação antiproliferativa sobre células tumorais humanas (A549, SK‑OV‑3, SK‑MEL‑2 e HCT15), anti-alérgica e antioxidante.

O óleo essencial da planta, do quimiótipo mento/asarona, apresenta ação larvicida sobre Aedes albopictus.

Fitoquímica: guaianos, megastigmanos e sesquiterpenóides (crepisídeos, isolipidiol, isoambeboina, grosheimina, anuionona, loliolídeo, youngiajaponicosídeo), glicosídeos sesquiterpênicos,  glicozaluzanina, ácido 3,4-dicafeoilquínico, ácido 3,5-dicafeoilquínico e luteolina-7- O- glucosídeo, n-docosanol, ácido docosanóico, flavonóides, apigenina, triterpenóides, taninos, esteróides – acetato de taraxasterol, β-daucosterol, β-sitosterol e estigmasterol.

Os principais constituintes do óleo essencial da planta colhida em na província de Zhejiang, China  são o mentol (23,53%), α-asarona (21,54%), 1,8-cineol (5,36%) e cariofileno (4,45%). O rendimento de óleo essencial é de 0,33% de rendimento, base seca. Plantas colhidas na província de Hunan (China) continham principalmente isofitol (29,85%), n- fenicosano (10,69%), di-butil ftalato (8,81%) e acetato de farnesila (7,24%). A enorme diferença na composição dos óleos essenciais nas duas regiões chinesas pode ser atribuída a diversos fatores, como variação geográfica, condições ambientais e épocas de colheita e variabilidade genética.

As raízes contêm inulina – um fitoquímico pré-biótico.

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