As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), como o nome já diz, são as plantas pouco consumidas na alimentação, seja por falta de costume ou de informação. Muitas delas, inclusive, são descartadas por serem confundidas com pragas e ervas daninhas, assim como a rúcula, que era considerada uma planta invasora até algum tempo atrás.

“O termo Alimentícias quer dizer que são plantas usadas na alimentação, como verduras, hortaliças, frutas, castanhas, cereais e até mesmo condimentos e corantes naturais. O termo Não Convencionais significa que não são produzidas ou comercializadas em grande escala.”

Com o aumento da procura pela alimentação saudável e a tendência da dieta Plant Based, baseada no consumo de alimentos orgânicos e naturais, as plantas não convencionais ganharam destaque e estão sendo cada vez mais inseridas no dia a dia dos brasileiros, garantindo um cardápio variado e altamente nutritivo.

O Brasil concentra cerca de 20% de todas as espécies encontradas no planeta e é considerado o principal país dentre os 17 de maior biodiversidade mundial.

Segundo o Msc. Eng. Agron. Amaury Jr., “normalmente a humanidade consome cerca de 100 espécies de plantas, entre alimentares e funcional, mas estima-se em 17 mil o número de espécies que podem ser ingeridas”.

Logo, se comemos de forma mais diversa, conseguimos suprir a necessidade de vitaminas e minerais.

É preciso fazer com que o consumo de vegetais não convencionais deixe de ser restrito a grupos ligados às causas ecológicas. A produção só aumenta quando há demanda e isso acontece quando falamos sobre o assunto, experimentamos no dia a dia e encomendamos variedades com pequenos produtores.

A fim de preservar esse patrimônio genético, vamos conhecer algumas espécies de PANCs:

Ora-pro-nóbis: muitos desconhecem que essa planta além de comestível representa grande fonte de proteína e aminoácidos como lisina e o triptofano. Auxilia, também, na prevenção do câncer de cólon, tumores no intestino, diabetes e diminui os níveis de colesterol ruim. A planta ajuda ainda no fluxo de alimentos pelas paredes intestinais e na recomposição da flora intestinal, devido ao seu alto teor de fibras, fato que auxilia na perda de peso.

Taioba: Rica em fibras, cálcio, magnésio e boro, fundamentais para a saúde óssea, essa PANC é muito consumida no Rio de Janeiro. Também estão presentes nessa planta cobre e manganês, que ativam nosso sistema imunológico, ferro e vitamina C. A taioba possui como propriedades medicinais a capacidade de reduzir a gordura no fígado e prevenir o câncer de colo retal. MAS ATENÇÃO!!! Cuidado para não confundir a taioba com outras espécies não comestíveis!

Caruru ou Bredo: Bastante popular na Bahia, essa PANC possui um papel importante no controle da pressão arterial, sendo rica em zinco, cálcio (importante na formação dos ossos e dos dentes), magnésio, fibras, compostos fenoicos, importantes anti-inflamatórios e antioxidantes que podem auxiliar na prevenção de casos de Alzhemeir e de Parkinson.

Hibisco: é uma espécie altamente nutritiva, com ação anticoagulante e cicatrizante, considerada uma das melhores fontes de ferro, deixando o famoso espinafre para trás. Suas folhas jovens, flores e sementes são comestíveis e podem ser consumidas cruas, refogadas ou cozidas.

Além destas, existem diversas outras espécies ricas em propriedades preventivas e curativas à nossa saúde, como é o caso da capuchinha, rica em vitamina C e carotenóides (substância precursora da vitamina A); a bertalha, que possui poderosos nutrientes como vitamina A, ferro, cálcio e fósforo; a folha de batata doce, rica em nutrientes e antioxidantes; o picão, que possui ferro, zinco, cobre e potencial antioxidante; tupinambor, rica em antioxidantes e em inulina; araruta, rica em vitamina B, fibras e potássio, aumenta o metabolismo e a circulação, reduz a pressão arterial e auxilia na saúde do sistema digestivo; dentre outras.

 

 

 

 

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